sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

The Amazing Spider-Man 2 (2014)




Toda a construção dos personagens do primeiro filme foi mantida, por conta disso, há menos cenas desnecessárias.
Achei que a reformulação feita pela Marvel com o Homem-Aranha não alcançou seu objetivo, pois, ela é melhor, mas não muito, que o universo anterior, e se comparado aos desenhos, aí a coisa fica feia demais para o lado do diretor e roteiristas que parecem não saber o tamanho desse heroi.
Há muitos problemas com essa continuação, dentre elas, é continuar ignorando o jornal e o editor J.Jamenson.
Os inimigos do Aranha parecem descartáveis.
O romance é muito superficial (falta química ao casal), e o desfecho do filme é péssimo.
Os efeitos especiais continuam ruins, percebemos a toda hora o CGI mal feito, principalmente na última luta com o Electro, outro vilão que foi desperdiçado.
De saldo positivo, este filme é menos cansativo que o primeiro. Tem mais ritmo.
Andrew é o grande destaque no elenco, o personagem encaixou direitinho nele.
O desenho animado tinha episódios de 20 minutos e conseguia resultados bem melhores.
Nota 7,5. É bonzinho, dá para assistir tranquilamente, mas ainda prefiro os desenhos.
Era isso, vamos para o próximo...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

The Amazing Spider-Man (2012)


Após a enfadonha franquia do Homem-Aranha, onde Tobey Maguire acabou afundando como protagonista, eis que a Marvel resolveu "zerar" o personagem, da mesma forma que a Warner "zerou" os Batmans anteriores à Batman Begins.
O resultado é melhor que o esperado, menos enrolado que aconteceu anteriormente, porém, carece de muita coisa para ser um clássico do Aranha.
Andrew Garfield encaixou melhor nesse personagem, o que não quer dizer muito, quando se tem um antecessor tão fraco como era.
Há diversas "adaptações" neste roteiro que não o deixam tão fiel à história original e nem ao desenho, uma delas, diria que a principal, é a ausência do jornal e do editor J.J. Jameson.
O elenco está mais recheado de figuras famosas, o que não garantiu uma melhor performance coletiva. Há momentos completamente desnecessários para a construção do enredo, nota-se que poderia ser feito uma enxugada e mesmo assim não se perderia qualidade. No mais, temos efeitos especias medianos, o CGI às vezes é usado de forma exagerada, o Lagarto é mal feito e a trilha sonora fica devendo uma tensão melhor.
Nota 6,5. Melhor que os anteriores, mas nada além disso.
Era isso, vamos para o próximo...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015




Infelizmente fiquei tão decepcionado com os 2 últimos filmes dessa franquia que na época do lançamento deste aqui, eu confesso que deixei de lado.
Apesar de ser o quarto filme, ele é superior em vários aspectos aos seus 2 antecessores.
O roteiro é mais consistente, tem menos soluções fantasiosas e conta com personagens melhores construídos, uma direção mais precisa e um Tom Cruise melhor em relação a ele mesmo das sequencias anteriores.
Não é um filme maravilhoso, muito menos com missões empolgantes, mas entrega o que promete, bastante ação e efeitos especiais de primeira linha.
O elenco está muito bem, ninguém destoa para o lado ruim. Cruise e Simon Pegg apresentam uma boa química e suas cenas em comum são o destaque.
Nota 7,0. É o segundo melhor Missão Impossível. Só isso já o recomenda.
Era isso, vamos para o próximo...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Superfast (2015)




Comédia besteirol é um gênero que anda carente, pois, mesmo com o volume de produções que sai, nenhuma consegue reviver o sucesso de Apertem os Cintos... O Piloto Sumiu, Corra que a Polícia Vem Aí e Top Gang, entre outros grandes títulos.
Neste caso, pegaram a franquia Velozes e Furiosos para debochar, mas, para variar, ficou bem fraquinho o resultado final.
A caracterização do elenco é o ponto forte, desde o ator que imita o Vin Diesel até a menina que imita a Michelle Rodriguez.
Mesmo não sendo um filme para se levar a sério, o humor é muito tosco, apela para paródia escrachada e até conseguiram acertar em algumas cenas, mas 90 minutos é muito tempo para pouca risadas.
A cena do vilão selecionando o motorista para seu supercarro, para mim, foi a melhor parte.
Vai agradar mais os fanáticos de Velozes do que ao público em geral.
Nota 3,5. Mais que isso é impossível de atribuir.
Era isso, vamos para o próximo...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015




Dando continuidade na saga dos heróis Marvel, vamos de Capitão América 2.
Assim como no primeiro filme, o roteiro é bem detalhista, conta a história de forma didática para quem não assistiu o primeiro filme não se perder tanto, apesar que, algumas "soluções" utilizadas desta vez são ridículas.
Chris Evans repete a boa atuação, parece que nasceu para o papel, caiu como uma luva, se bem que como Tocha Humana ele se saiu da mesma forma e é a única coisa que prestou do Quarteto Fantástico.
As gratas novidades neste filme são a Viúva Negra, vivida pela bela Scarlett Johansson, que não compromete e o excelente Robert Redford como Alexander Pierce.
No mais, elenco muito competente, que conta com muitos atores de bom nível.
Em termos de direção e montagem, a sequência está melhor, tem mais ritmo, parece que viram os erros do primeiro e nos brindam com um filme acelerado.
Dentre os erros reparados, está um destaque maior para o inimigo, que desta vez é o Soldado Invernal, que garante as melhores sequências de lutas.
Nota 8,5. Apesar das soluções meia boca que deram, é um filme acima da média no quesito ação, garante o entretenimento com boa dose de conteúdo.
Era isso, vamos para o próximo...

domingo, 8 de fevereiro de 2015




Confesso que só assisti este filme em razão da saída do segundo filme dos Vingadores, até para fundamentar melhor a minha resenha aqui no blog.
Não conheço a origem destes heróis, pois, sempre li gibis da DC, da Marvel só gostava do Wolverine, logo, minha análise é sobre somente o filme, sem nenhuma comparação com o que aconteceu nos gibis.
Dito isso, vamos ao filme...
Achei o roteiro bem feito, bem detalhado, dando bastante consistência para cada personagem, porém, ao mesmo tempo, esse cuidado todo deixou o filme desparelho, alternando uma primeira hora mais sonolenta e a segunda hora mais dinâmica.
O elenco é constituído de atores competentes, não tem ninguém comprometendo, mas o grande destaque mesmo fica por conta do Chris Evans que convence como o Capitão.
Outros pontos positivos são os efeitos especiais e a maquiagem que contribuem com a história ao invés de se tornar a base da mesma.
Os pontos fracos foram a montagem e a direção, que deixaram diversas cenas mais longas e desnecessárias que precisavam ser, faltou um diretor à altura da produção.
Além disso, o Caveira Vermelha é pouco explorado e o final é bem fraco.
Nota 7,5. Apesar de bom, dava para "encurtar" um pouco.
Era isso, vamos para o próximo... 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Wyrmwood (2014)


Sabe aquele filme ruim, mas que de tão tosco é bom?
Sim, já falei a respeito desse tipo anteriormente aqui no blog, são os Colossos.
Esqueça gêneros, o colosso é sempre uma obra que não respeita regras, e só existe para entreter e fazer rir. Este aqui é um exemplo perfeito do que se trata um colosso.
Filme de zumbi, lotado de clichês e com uma maquiagem muito ruim, digna de risadas.
Atores estranhos, que na média, são péssimos. O sotaque australiano ainda piora a situação.
O ponto alto do filme, se é que podemos dizer isso, é o roteiro, que pega todas as canastrices já exibidas no gênero e nos brinda com momentos de risadas únicos.
Nota-se várias referências de Mad Max, o que deixa tudo mais doido ainda.
É óbvio que o "efeito" do colosso só dura o tempo da pipoca, mas mesmo assim está valendo.
Nota 6,5. Duvido que alguém não dê risadas do cientista maluco, só ele já vale o filme todo.
Era isso, vamos para o próximo...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Age of Ice (2014)




Roteiros absurdos são muitas vezes aceitáveis, desde que tenha um bom desenvolvimento da trama, para não me alongar muito e exemplificar o que estou dizendo, lembro de Jurassic Park, onde a ideia é tão absurda mas que acaba te convencendo que aquilo tudo é possível.
Infelizmente não é o caso deste filme. Parece que juntaram efeitos toscos, com atores péssimos, numa fotografia horrível para nos brindar com um dos piores filmes que já vi na minha vida. Não consigo nem apontar algum ponto positivo.
Não chega a ser mais decepcionante pois é uma produção da Asylum, e de lá, com raras exceções, não sai nada que preste mesmo!
O pior de tudo que o tema em si é bem interessante, dava para se explorar de forma menos tosca do que foi feito. Lastimável.
Nota 1,0. Fuja desta bomba. Há vários filmes melhores para se perder 85 minutos da vida.
Era isso, vamos para o próximo...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

American Sniper (2014)




Clint Eastwood não é um grande ator, sempre foi competente, mas nada além disso.
As escolhas que fez ao longo de sua carreira de ator mostram o quanto ele é um cara inteligente e com faro para bons roteiros. Ao iniciar sua premiada carreira de diretor é fácil entender o motivo de estar sempre envolvido com filmes que vão de bons a clássicos.
Desta vez, Clint conta a história verídica do fuzileiro Chris Kyle, estrelado pelo inspirado Bradley Cooper (quem vem melhorando suas atuações a cada ano que passa).
Com sua mão de ferro característica, temos a certeza a cada cena que acontece, que a mesma foi planejada e executada ao estilo do diretor. Coisa bem difícil de acontecer hoje em dia, uma vez que a maioria dos estúdios acabam "podando" a direção de seus filmes.
É preciso ser muito consagrado e experiente no ramo para ter a liberdade que Clint desfruta.
Para quem espera um filme de ação, por se tratar da vida de um militar, é surpreendido por um drama bem estruturado, com belíssima fotografia e cenários exuberantes pelo realismo.
A trilha sonora é outro ponto alto, ajuda a dar o clima que o filme pede.
O resto do elenco também está em bom nível, com destaque para Sienna Miller que faz o par de Cooper, numa atuação segura e dramática na medida certa.
Não vou entrar na discussão se o personagem foi um herói ou um pistoleiro, pois em guerra sempre há a necessidade de se ver os dois lados, mas meu foco é o filme, o roteiro, as atuações e a produção, e nesses quesitos Sniper Americano é aprovado com toda a certeza.
Nota 7,5. Boa ambientação para uma história bem complicada que é contada de forma tensa porém sem exageros pelo seu diretor. Recomendo.
Era isso, vamos para o próximo...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

VANish (2015)



IMDB

Já comecei a assistir este aqui sabendo que seria mais um filme ruim, mas a minha dúvida é se chegaria a ser um colosso (filmes que de tão ruins são bons ou divertidos), ou não.
A sensação ao final da película é a mesma de quase todos os filmes "pseudo-estrelados" pelo Danny Trejo: fui enganado de novo.
É um filme fraco, roteiro previsível e que só vale pelos banhos de sangue.
Não era para ser assim, pois além do Trejo também temos a presença do eterno Candyman, Tony Todd, que se não é um grande ator, ao menos não chega a comprometer em suas atuações que tendem a ser sempre exageradas e o tema, apesar de batido, poderia ser bem melhor explorado.
Entre muitas mortes, chegamos ao final contando os minutos para que o filme acabe logo.
Nota 3,0. Uma tortura mesmo. Fuja!!!!!
Era isso, vamos para o próximo...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

The World Made Straight (2015)



IMDB

Filmes baseados em livros sempre são em geral uma decepção para quem teve o prazer de ler antes de assistir à película. Não é o meu caso, pois, dificilmente arrumo tempo para este nobre hábito com a regularidade que deveria ter.
Dito isso, me limitarei a falar apenas do filme em questão.
Trata-se de uma história que mescla passado e presente a todo o momento. Temos uma cidade do interior dos Estados Unidos como centro da história, onde houve a Guerra Civil.
Digamos que a primeira hora é a mais interessante, onde temos toda a construção das personagens. Destaque para o ator Steve Earle, que consegue dar a carga dramática que o papel necessitava, no mais, temos atores apenas medianos e esforçados, mas que em momento algum comprometem.
Para o meu gosto, o maior erro da direção e edição é a o ritmo, ou a falta dele.
São 2 horas que são maçantes, pesadas e muitas vezes monótonas.
A fotografia é o ponto alto, cenários muito bem focados e conseguimos nos sentir dentro do interiorzão mesmo, onde a diversão é pescar e beber...
Nota 5,0. Mesmo um drama carece de uma certa dinâmica.
Era isso, vamos para o próximo...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Arena (2011)


Como tem filme ruim com ator conhecido, é de se impressionar...
E não estou falando de filmes B, onde sabidamente os atores mais conhecidos só participam quando estão em decadência ou no ostracismo.
Samuel L. Jackson se consagrou por atuações consistentes em filmes como entre outros: Pulp Fiction, Tempo de Matar, Django, Jackie Brown.
Por mais incrível que possa parecer ele está virando um ator medíocre, caça níquel, que se repete a cada papel com as mesmas caras e bocas.
Dito isso, o filme em si é um lixo, perde feio para as produções B.
Roteiro tosco, atores fracos em papéis feitos para videoclipes.
O protagonista é o vampirinho do Crepúsculo, péssimo ator.
Fotografia pobre e a coreografia das lutas beira o ridículo.
Se puder, evite!!!
Nota 1,5. Tirando as risadas, nada se salva.
Era isso, vamos para o próximo...

domingo, 1 de fevereiro de 2015

The Book of Life (2014)




Tem animações que o traço é estranho, como "Os Boxtrolls", mas que não faz diferença alguma para o enredo, outros, como este "Festa no Céu", o traço tem tudo a ver com o que é contado e se não fosse do jeito que foi utilizado perderia inclusive a veracidade da trama.
É uma história simples, cativante, animada e original, bem mais que os concorrentes ao Oscar do gênero, mas que foi completamente ignorada pela Academia.
Mesmo com uma belíssima trilha sonora ajudando a desenvolver o enredo, em momento algum a animação se torna um musical, o que geralmente torna o filme lento e chato (vide filmes Disney com cenas intermináveis de canções feitas para ganhar Oscar).
Cada personagem tem um estilo único, são divertidos e suas animações muito bem feitas.
O destaque fica por conta do esqueleto Jorge, dublado por Plácido Domingo e da porca Chui.
Uma amiga sabiamente classificou o filme como "uma graça", me perguntei "como que pode isso" e só entendi mesmo o significado após assisti-lo. Acabei concordando. Imperdível.
Vi as versões dublada e legendada, e posso dizer que ambas são recomendáveis. 
Nota 8,5. É bem melhor do que você pode esperar, uma mistura bem feita do folclore mexicano com toques sombrios e ao mesmo tempo tenros.
Era isso, vamos para o próximo...

sábado, 31 de janeiro de 2015

Ex (2009)




Odeio quem traduz os nomes dos filmes. Juro. Se pudesse mandava prender!
Vejam isso, em italiano o filme se chama "Ex" um título sucinto que desperta a curiosidade, já em português ficou "Ah... O Amor!", meio óbvio demais.
Como a própria tradução entrega, eis mais uma comédia romântica, meu gênero favorito, por isso sou muito mais exigente. Gosto até do "mais do mesmo", desde que seja bem feito.
Começando pelo enredo, é ligeiramente original, foge um pouco do enfoque normal, trata mais do fim dos relacionamentos, e de como eles nem sempre tem um final feliz. Só isso já foge 90% da fórmula básica do viveram felizes para sempre.
Não conhecia ninguém do elenco, mas todos os personagens são agradáveis, alguns se destacam, mas no todo é média alta no nível de atuação.
O estilo do diretor puxa mais para a escola americana, tomadas mais centradas, explorando bastante os cenários, não chega a comprometer em cena alguma.
Como se passa na Itália principalmente, temos cenários belíssimos, uma fotografia muito bem explorada e de dar inveja a quem como eu nunca teve a chance de passear por lá.
O maior problema do filme são as diversas histórias simultâneas, que são bem exploradas mas que poderiam ter reduzido em quantidade e ter se aprofundado mais, uma vez que a riqueza de cada personagem é imensa. É um pecado desses que separa os bons filmes dos clássicos e me impede de dar uma nota mais alta para esta película.
Nota 7,0. Como já citei, o excesso de personagens e histórias paralelas nos deixa com o gosto de "quero mais" ou "que droga, foi só isso". Uma bom filme para ver com a pessoa amada.
Era isso, vamos para o próximo...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Life of Crime (2013)




Filmes que tratam de golpe, sequestro e armações afins, eu costumo chamar de filme de vagabundo, pois, na maioria da vezes acabo torcendo para o bandido.
Dentro desse nicho, "Sem direito a Resgate"(sim, deram essa porcaria de nome no Brasil), conta uma história passada nos anos 70, sobre um sequestro da mulher de um colarinho branco, lógico que esperamos algo "grande" com essa sinopse, mas não é bem assim.
Grande elenco, com diversos destaques muito bons, lembrando principalmente do Mos Def que está sarcástico ao extremo, Mark Boone Jr. que faz um neo-nazista em mais uma atuação hilária, e Tim Robbins que além de competente é preciso em seus trejeitos. Aniston está abaixo de sua média e nos entrega uma performance fraquíssima.
O enredo foi baseado no livro do diretor, o que facilitou o enfoque e trás exatamente o ritmo que ele queria, sem cenas desnecessárias ou sem sentido para a história.
Mesmo assim, o filme carece de um argumento melhor e de um fechamento mais convincente para se diferenciar dos outros milhares de filmes do tema.
Toda a caracterização de época é convincente, desde o figuro até a trilha sonora.
Nota 6,0. Dentro do estilo é bom, mas mais do mesmo, não inova e não tem a consistência que se espera, mesmo o "golpe" é fraco e apela para o lugar comum.
Era isso, vamos para o próximo...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

As Above, So Below (2014)




Pense num filme de terror que é a mistura do Bruxa de Blair, Tomb Raider, Indiana Jones e Código da Vinci só para citar os mais conhecidos.
Sim, este é exatamente "Assim na Terra como no Inferno".
Como trata-se de uma mistura, o resultado final é legal, nada de excepcional.
Mas para tornar-se um clássico precisaria ter menos furos no roteiro, que tem horas que parece um queijo suíço recheado com situações absurdas.
Na base do cinema pipoca é válido, se levar a sério, esqueça, tem coisas bem melhores para assistir, inclusive os 4 filmes citados no início da resenha.
Do elenco, poucos convencem, gostei muito da atuação do La Taupe e do Benji, principalmente, na hora que ele sofre um ataque de ansiedade, de resto o nível é apenas médio oscilando para o ruim/medíocre.
Efeitos bacanas, bom ritmo, mas não passa disso.
Nota 6,0. É diferente, mas muito limitado, com sustos fáceis para os mais sensíveis.
Era isso, vamos para o próximo...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Adventures in Babysitting (1987)




Ahhh, anos 80, coisa boa ver filmes antigos.
Havia uma certa inocência no modo como se contavam as histórias.
A fórmula era melhor, Tínhamos enredos simples, mas bem contados e desenvolvidos de acordo com o que era necessário, não haviam tantos efeitos como hoje.
Se privilegiava a direção, a história a ser contada.
Em resumo, eram filmes simples mas não simplórios.
Esse filme marcou a estreia de Chris Columbus na direção. Ele ficou famoso mais tarde pelo Esqueceram de Mim, mas o estilo dele já estava estabelecido desde As Aventuras da Babá.
Dito isso, espero ter cultivado a curiosidade de quem me lê, e que no mínimo vejam ou revejam esta pérola antiga, mas não ultrapassada.
As Aventuras é um filme com ritmo, elenco e enredo muito legais, não é um clássico, mas espelha muito bem os anos 80 e não deixa nenhuma ponta solta.
Também me amarro em cartazes desenhados ao invés dos tradicionais com foto.
Nota 8,0. Diversão garantida e ainda temos o prazer de ver Elizabeth Shue cantando.
Era isso, vamos para o próximo...

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

The Boxtrolls (2014)



Desenho indicado ao Oscar de animação, Boxtrolls corre por fora da disputa, é mais alternativo, e bem menos comercial que os demais concorrentes.
A associação dessas criaturas aos Minions é inevitável, porém, a aparência é mais assustadora e sem a mesma graça que os amarelinhos, o que atrapalhará o merchandising.
Voltando ao desenho, temos aqui uma história bem contada, personagens cativantes pela simplicidade e uma ótima edição que não deixa a trama perder ritmo.
Sua maior carência reside na simplicidade, onde temos uma história com pouco conteúdo e de certa forma bem previsível, com isso antes mesmo da metade do filme já temos ideia do que acontecerá, não que isso seja ruim, mas ameniza o impacto de quem assiste.
A versão dublada por incrível que pareça está mais engraçada que a versão original, como a animação é voltada aos pequenos, parabéns aos dubladores pela qualidade.
Nota 7,0. É tudo muito bacana, bem feitinho, mas sem grandes pretensões, pela riqueza do universo criado dava para ter feito algo mais inesquecível.
Era isso, vamos para o próximo...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Dawn of the Planet of the Apes (2014)



Após um ótimo início, eis que temos a fatídica continuação caça-níquel!
Sim, onde o estúdio vê uma oportunidade de tirar mais algum, eles não tem vergonha e nem pudor, atacam mesmo e dane-se se faz sentido ter que continuar algo que não precisava mais nada. Totalmente desnecessário.
Se o primeiro era um remake que valia a pena, esse já é bem inferior. A trama gira em torno de uma rivalidade entre homens e macacos por causa da geração de energia.
Roteiro fraco, bem previsível, e sem imaginação alguma.
O bom do filme são os efeitos especiais, de uma qualidade acima da média.
Nota 6,0. Parece que tudo o que acertaram 3 anos atrás foi esquecido e Planeta dos Macacos virou mais uma franquia para se ganhar dinheiro.
Era isso, vamos para o próximo...

domingo, 25 de janeiro de 2015



Refilmagens ou remakes são versões mais modernas para filmes antigos, nem sempre funcionam, e na maioria das vezes acabam estragando ou desconstruindo o que já foi feito.
Nesse remake de Planeta dos Macacos temos uma visão completamente diferente das versões anteriores, um roteiro bem melhor foi feito e temos um grande filme, independente do saudosismo que temos da época.
A parte dos efeitos especiais ficou demais, óbvio que em 1968 não poderíamos ter assistido nada parecido, mas o enfoque do roteiro era bem diferente e a situação dos macacos em relação aos humanos era outra e não havia o motivo pelo qual agiam daquela forma.
Esse Ceasar é melhor desenvolvido, tem mais consistência e com a ajuda dos efeitos ficou perfeito e sua interação com o resto do elenco é excelente.
O elenco como um todo está muito bem, John Lithgow mostra que idade não é documento em termos de atuação, entrega um personagem complexo que é a chave para o novo enfoque do filme, já Franco tem dificuldades de ser protagonista quando o papel exige mais drama.
Para quem já viu os anteriores não decepciona, para quem nem sabia que haviam versões anteriores o filme prende a atenção e talvez encante.
Nota 8,0. Se todos remakes seguissem essa forma, seríamos mais felizes.
Era isso, vamos para o próximo...

sábado, 24 de janeiro de 2015

Before I Go to Sleep (2014)



Venho insistindo aqui no blog que um bom filme não precisa ser inovador ou muito menos sensacional. Tem é que contar sua história de forma razoável e não tirar o público para besta ou débil mental como acontece nos blockbusters da vida.
Nesse quesito, Antes de Dormir, respeita muito bem seu espectador.
O enredo já é batido, mas como é bem conduzido, temos um filme consistente, com bastante tensão e momentos que tentam nos despistar do óbvio.
Se o desfecho é o ponto fraco, posso apontar que as atuações são o ponto forte.
Nicole ainda é uma atriz competente, sabe se destacar em qualquer papel, Colin Firth e Mark Strong são mais limitados mas não comprometem em momento algum.
Nota 6,5. É mais do mesmo, mas pelo lado bom.
Era isso, vamos para o próximo...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Gutshot Straight (2014)




Ahh, filmes B são sempre legais, muito ruins, mas legais.
Você olha para essa capa e pensa que é mais um filme ruim do Steven Seagal, mas é aí que começa a enganação. Ele mal aparece ao longo do filme, e quando aparece é tosco como só ele sabe ser.
O filme é centrado no personagem de George Eads, e aí entendemos por que ele continua em CSI mesmo quando todos os atores principais já correram. Eads é um ator muito limitado, pouco carismático e beira o canastrão em mais de 60% do filme.
O elenco em si até que é recheado de atores médios, mas como aqui nada funciona direito, também ficou comprometido e o que vemos são atuações que variam entre medianas e muito ruins. Parece que atuaram só no improviso, sem ter um diretor.
Alguma coisa boa? Já respondo que não, mas, se você curte filmes B, onde nada deve ser levado a sério, de repente já se tem alguma distração.
Não recomendo, achei ruim, mas confesso que ri em algumas cenas.
Nota 2,5. O grande destaque são os diálogos sem pé e nem cabeça.
Era isso, vamos para o próximo...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Side Effects (2013)




Um filme para ser bom precisa do básico: roteiro bem escrito, boas atuações, uma organização razoável. Pensando nestes requisitos, Side Effects se encaixa tranquilamente.
Nesta trama temos Jude Law (sempre competente e consistente), e Rooney Mara (uma atriz menos conhecida, mas com vasta filmografia e atuações sólidas), roubando a cena. São disparados a atração do filme.
Contam também com o comando do bom diretor Steven Soderbergh.
O filme peca pela falta de originalidade e se destaca pelo entrosamento do trio.
Não impressiona em momento algum, mas é agradável de se assistir, a dinâmica é bem feita e o resultado final está acima da média.
O fato mais preocupante é ver que a cada filme que passa, Catherine Zeta-Jones está ficando caricata e sem expressão. Outro peso morto é o pseudo-ator Channing Tatum que mais uma vez prova que para estar em bons filmes basta ter um bom empresário, o talento fica em outro plano ou para outro filme. Chega a ser vergonhoso as cenas que ele divide com o Law.
Nota 7,0. Como drama decepciona, mas tem boas e bem reguladas doses de suspense.
Era isso, vamos para o próximo...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Whiplash (2014)




Desde que comecei a assistir filmes em meados dos anos 80, venho desenvolvendo um conceito para definir o que considero bom, ruim, péssimo e clássico. Não dou bola para o quanto se gasta para produzir a película, tampouco quem atua, ou se o diretor é o da moda. Se nessa vida somos seres imperfeitos, imagina transpor isso para às telas? Tem cada coisa que nem Deus acredita feita por gente renomada, de currículo distinto. Como exemplo sempre penso no De Niro, baita ator, carreira consolidada e laureada, um ator que nos brindou com atuações primorosas, algumas épicas como Touro Indomável e Taxi Driver, mas que chegou na hora da sua aposentadoria e ao invés de parar começou a aceitar atuar em cada filme meia-boca. Ultimamente é um ator que trabalha no automático, apático, sem mais um terço do brilho que teve antigamente.
Mesmo que o filme seja muito bom, imperdível, não é garantia que chegará a se tornar um clássico. A sensação ao final de Whiplash é exatamente essa, um excelente filme, mas não acredito que será uma obra-prima.
J.K. Simmons nos brinda com a melhor atuação de sua extensa carreira, em termos práticos, o filme perde a graça toda vez que ele não está em cena.
Sinceramente, não fosse J.K. nesse papel, dificilmente Whiplash teria metade das críticas positivas que tem, seria ainda assim um bom filme, mas sem a mesma emoção que sentimos ao assisti-lo. Pelo que pesquisei, seu custo total não chega a 10 minutos do que custa em média um blockbuster, eis a prova que o cinema ainda trata de arte, emoção e conteúdo e não orçamentos robustos, explosões, tsunamis e criatividade zero.
O melhor de tudo é que Whiplash não é apenas mais um musical (o que seria um rótulo comum, uma vez que trata-se de um baterista perseguindo seu sonho), é um drama muito bem escrito, e melhor ainda desenvolvido através de um trabalho impecável de direção.
A edição e fotografia se destacam. A trilha sonora é outro ponto forte, encaixa perfeitamente com o que está sendo vivido cena à cena.
Nota 9,0. Consegue ser tudo aquilo que os blockbusters tentam e nem chegam perto.
Era isso, vamos para o próximo...

Mindscape (2013)



Sempre que vou assistir a algum filme, sempre procuro não me informar a respeito e explico o motivo de ser assim, ultimamente, digamos de 2000 para cá, os filmes parecem ter adotado um formulismo absurdo, principalmente o cinema americano, onde na maioria dos casos se privilegia a produção e encobrem o mais importante que é a ideia do autor, a direção da história e acima de tudo, a atuação que é necessária para entregar o que se prometeu. Com isso, tento não criar expectativas e me deixar livre para a surpresa, para o diferente.
Não sou contra filmes com altos orçamentos desde que isso apenas ajude a complementar o roteiro. Não imagino um Guerra nas Estrelas sem os efeitos especiais, mas também não adianta ter os efeitos e me apresentarem um filme do calibre de "A Reconquista" ou "Avatar".
Essa volta é mais uma vez para dizer que não é o valor gasto no filme que o torna bom ou ruim, bem feito ou um desastre total.
Mindscape foi um filme relativo barato, tem um bom argumento, o elenco é conhecido, os personagens são bem construídos e tem a estreia do seu competente diretor no mercado americano.
Não pense que é uma obra-prima, não, está longe disso, porém é um bom filme, mantém a tensão, e evita o lugar comum que geralmente infecta os filmes de suspense.
Nota 7,0. Se não é um clássico ao menos é um filme que surpreende positivamente, entrega uma história bem contada e tem em seu clima a tensão necessária do início ao fim.
Era isso, vamos para o próximo...

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Stretch (2014)




Desse posso falar, pois, além de assistir eu também legendei.
Assim que vi o elenco envolvido e o diretor, pensei logo: deve ser um baita filme.
Stretch não é ruim, mas está também longe de ser bom.
Joe Carnahan já nos brindou com bons títulos, incluindo Narc, A Perseguição e Esquadrão Classe A. É um diretor competente, mas que perdeu a mão desta vez.
O filme a toda hora lembra o antigo "Depois de Horas", mas sem o mesmo brilho e genialidade que é a marca daquela película. Uma pena.
Surpreendente atuação do Chris Pine para fazer contra-peso na miserável de Ed Helms.
Então, temos um roteiro previsível, que não amarra todas as pontas, uma direção que não imprime sua marca em momento algum e um elenco de famosos que não rende metade de sua capacidade.
Diria que é mais um filme, bacana de se assistir, mas totalmente esquecível.
Nota 5,5. Se tivessem dado um acabamento um pouco melhor toda esta crítica seria bem diferente. Prepare a pipoca.
Era isso, vamos para o próximo...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Rock of Ages (2012)



Um colosso musical, sim, colosso. Tem tantas partes ruins que chega a ser bom.
O filme se sustenta por conta de uma trilha sonora entoada em quase todas as cenas.
Cheguei a assistir a versão de cinema e a "estendida" que saiu em dvd. A diferença básica são algumas cenas mais alongadas (todas bem chatas por sinal), e uma música (do Scorpions que estava na trilha sonora mas não apareceu na versão do cinema).
Tom Cruise rouba o filme, está excelente no papel de roqueiro entediado.
A parte mais chata fica por conta do casal Diego Boneta e Julianne Rough, ambos péssimos atores. O resto do elenco consegue ser bem eficiente.
Em linhas gerais é bem divertido, mas segue a fórmula de musical, com muita música e dança. Não são todos que tem paciência.
Nota 6,0. Impossível levar a sério, mas em momento algum o filme pretende se tornar o novo Moulin Rouge ou equivalente do gênero.
Era isso, vamos para o próximo...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Hercules (2014)



Pode parecer o contrário, mas falar de filmes ruins dá mais trabalho do que você possa pensar. Detonar um filme requer embasamento, não dá para fazer uma crítica só pela crítica pois você corre o risco de se tornar um mero resmungão.
Esta versão do Hércules é muito bem produzida, tem alguns diálogos engraçados, cenas bem filmadas, reúne todo o porte e padrão que os grandes estúdios dão aos seus blockbusters.
O pior do filme por incrível que pareça é o The Rock, duvido que alguém o defenda como um bom ator. Ele é forte, tem carisma, mas está longe de ser um ator.
Seu elenco de apoio é bem superior e acaba chamando mais a atenção que ele.
Uma história como a de Hércules carece de um roteirista que entenda seu significado e o respeite dando um tratamento semelhante ao que foi dado ao Rei Arthur ou Tróia. Temos aqui uma versão que se perde a todo momento, nos vendem como filme de ação e não passa de uma comédia, e como comédia não é das melhores.
Aí me pergunto o que é um filme sem um bom protagonista, sem um roteiro decente e sem um diretor à altura de uma produção que tem um filme destes?
Lembrem-se que esse é o mesmo diretor que estragou os X-Men no seu terceiro filme.
Na média geral é um bom cinema pipoca, nada além, mais um filme que tem produção mas não tem conteúdo, é esquecível.
Vai fazer sucesso no Framboesa de Ouro, parece que o filmaram pensando no prêmio.
Nota 5,0. Ao fim é uma decepção perceber que só se salvaram o diretor de arte, a fotografia e o figurino.
Era isso, vamos para o próximo...

Dream House (2011)




Tenho dedicado o tempo que estava sem postar para pôr em dia os filmes que tenho e nunca tive a chance de assistir. Por isso tenho mesclado filmes novos com outros mais antigos.
Não gosto muito do Daniel Craig, eu confesso, acho um ator extramente limitado, padrão Globo. Ele tem dificuldade de expressão, é sempre a mesma cara chorando, rindo, triste, feliz e por aí vai. Desde Roger Moore eu abandonei os James Bond, lá ele pode até convencer, mas aqui ele se tornou um peixe fora d'água em meio ao elenco.
O filme em si é bem feito, tem um elenco de apoio bom, as 2 meninas do cartaz são bem competentes se pensarmos na idade delas, mas merecíamos ter um protagonista mais confiável, um cara que entregasse o que a tensão e a dramaticidade do filme pede.
Nesse aspecto vemos o Daniel estragar as cenas em que aparece, tirando o brilho que o roteiro tem.
A certa altura, tudo fica muito previsível e sonolento, só aguardamos o término para anotar na lista de filmes vistos, mas que com certeza nunca mais vamos rever. Uma pena.
Nota 5,0. Conseguiram transformar um potencial filmão em nada além de mais um filminho de suspense meia boca. Culpem o Daniel.
Era isso, vamos para o próximo...



Meu Deus, esse não dá nem para chamar de ruim.
Disparado é o pior da franquia, que desde a 1ª continuação já não tem mais nada a ver com o original, que aliás foi o único que prestou um pouco.
Atores conhecidos em péssimos papéis, lutadores de MMA perdidos em cena e um desperdício de dinheiro com essa continuação esdrúxula e caça-níquel.
Tem horas que parece esquete do Chaves/Chapolin.
A coreografia das lutas é vexatória.
A parte dos efeitos especiais é outro horror. Não tem padrão de estúdio grande.
A Universal pisou feio na bola desta vez.
Nem para Colosso serve.
Nota 1,5. Conseguiu ser pior que o Mercenários e tem um elenco de antigos inferior.
Era isso, vamos para o próximo...